Piores do Mercosul:


Estas instalações ordinárias constituem a página eletrônica mais ignorada da Região Gaudéria! Em uma velha estação ferroviária (há muito abandonada, entre Santo Ângelo e Ijuí), encontramos (in)certos tibúrcios, aptos a formar um panfleto voltado para opiniões sobre videogames, quadrinhos, filmes, bugigangas modernosas -gadgets- e derivados. Aprochega, vivente, puxa um cepo e vamos desenrolar a charla!


(ESTE BLOG FOI CRIADO EM 13 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO ROCK. Em sua origem, tem por editores irresponsáveis Xexéu Pilantra e Renato Patife .)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Multiplayers, Stars War e Dois Canos Fumegantes

Calma lá, cidadãos. Antes que o ano – e com ele talvez o mundo (nunca se sabe)- se acabe(m), deixem o tio esclarecer alguns pontos mínimos.  A saber, sim, considero os jogadores on-line (ou os titânicos onliners), via de regra, melhores que os solitários – e cada vez mais ameaçados de extinção – jogadores single player. Ponto final.
            Dito isso, mantenho-me como humilde shooter ocasional. Prefiro, SEMPRE, o single player. Eis o motivo: não tenho tempo nem saco para me especializar num jogo. Geralmente, quando começo um FPS, escolho a dificuldade fácil ou mediana.  Após terminá-lo, SE – e somente SE – eu realmente tiver gostado do bagulho, torno a jogá-lo, então em um nível mais sério.  Gosto de visitar as histórias interativas, sem me escravizar, sem muito estresse (aliás, para este capiau, os jogos devem justamente atuar CONTRA a pressão dos dias). 

            Já nas competições multiplayer, você começa manezinho, sem tempo para aprender os macetes e vai de encontro com a horda dos tarados de plantão (vagabundos que não têm coisa melhor pra fazer, do que ficar horas e horas, dia após dia, revirando o mesmo título).  Meio desleal e estafante, concordam?  Ok, sei que não.  Anyway, it’s your call, pall !
            Observo, contudo, que as produtoras estão lançando jogos voltados para o multiplayer, pois assim como são menos elaborados - portanto, mais rápidos de concluir - mapas sombrios (menos detalhes e texturas), as salas de tiroteio, via de regra,  resumem-se a pequenas arenas, cenários restritos, que não exigem a criação de “adventure” linear (caso dos single player). De um modo geral, quem prefere jogar no modo SP é movido pela curiosidade dos próximos cenários e circunstâncias.  Já aos onliners pouco importam as situações vindouras: quatro paredes já estão de bom tamanho, o negócio é soltar pipoco até no teto, até o último sobrevivente...  

            De volta às produtora$, atualmente a cadela tá risonha de prenha. Nunca foi tão fácil comercializar o bagulho. Efeito STARS WAR: com algum mérito, cria-se (na maioria das vezes, copia-se) algo interessante.  Com a ajuda da mídia, temos mais um blockbuster. A partir daí, uma vez transformado o produto em ícone, temos uma expectativa de mercado (clientela ávida e sedenta), e consequente espécie de saudosismo consumista. Qualquer coisa que for lançada, em continuidade ao original, estará fadada ao sucesso comercial. Claro, críticas e decepções dos fãs virão, mas quem liga? A conta bancária fala mais alto, meu chapa!
            Seja como for, registro o protesto do burro solitário: nem todo ícone tornar-se-á um clássico.  E tenho dito!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BALANÇO-GERAL DA BAGAÇA

              Buenas, passando a régua, bugrada, tivemos um ano magro, em termos de lançamentos para o Xboxta. E na moléstia opinião deste peão, o bagulho foi bem chinfrim (parecido com esta coluna, rsrsrs).
              Neste final de ano, ao apagar das luzes, tive um baita exemplo do poder da propaganda (de seu êxito comercial, em detrimento de sua veracidade – fracasso na alardeada proposta emuladora do gênero). Explico-me: dos quatro mais-que-aguardados - eu diria que já estavam “pré-cultuados” - ícones de 2011, RAGE, BATTLEFIELD 3, BATMAN ARKHAN CITY e MWF3, puts, nenhum superou seus antecessores (no caso do Rage, podemos dizer que nem chegou aos pés do Borderlands, sua declarada “inspiração”, aquela revelação de 2010 cujo sucesso ocorreu na surdina, quase indie, paralelamente ao cada vez mais fedegoso mainstream).  Afinal, se nas vendas cumpriram sua missão (por conta da consolidação de suas franquias), a diversão ficou a desejar (talvez, em contrapartida à gigantesca expectativa). Tanto que, aposto dois cafezinhos, logo, logo a rapaziada do conceito vai descartar da memória suas existências.
              Por outro lado, observo alguns “azarões”, títulos pouco comentados – ou até mesmo malhados pelos críticos (é bom lembrar que, boa parte deles recebe o seu jabazinho das produtoras... como anunciantes e formadores de opinião, no meio midiático).  Pangarés confiáveis, singelos contentamentos como ALICE: MADNESS RETURNS e BODYCOUNT. Aliás, este último é uma pequena provocação gamer : trata-se de um FPS caricato, ao estilo fliperama, anos 90, uma jocosa variante de um “Doom” afro-asiático, no qual inexistem enredo ou estratégia. O negócio é sentar o dedo e distribuir pipoco até na sombra. Lembrando que Dadinho é o baralho, meu nome é Zé Pequeno, zorra! É a típica paródia que você não se arrependeria de locar, para um zoado fim de semana chuvoso. Contudo, se for comprar, puxa, acho que uns setenta reais estaria de bom tamanho (em vez dos injustificáveis cento e trinta!).
              No mais, ainda permanecem exultantes no pódio xexeliano os três melhores jogos do Xboxta: MWF2, Borderlands e Dead Space (“velharias”, portanto).
              Inté mais, xiru, bom jingle bells e que 2012 seja BEM MELHOR !!!