“Festina lenta.” (Apressa-te
devagar.) Em minhas mãos, boas ideias
que resultaram em jogos descartáveis, mormente pelo descuido em detalhes que
fazem substancial diferença... Ao organizar minhas traquitanas, selecionei
alguns títulos que, definitivamente, “zerei” (aos neófitos: a expressão
significa vencer o desafio final de um jogo) e perdi o
interesse na brincadeira -ainda que passados alguns meses.

Por efeito “faxina tech”, tento
revender os jogos originais e em bom estado, para um camarada proprietário de
uma locadora. Lamentavelmente, por valores inferiores à metade do que gastei na
aquisição dessas promessas decepcionantes.
Como exemplos, entre outros, estou dispensando:
A- GREEN LANTERN;
B-
FORZA 3;
C- RAGE. Pois, salvo melhor alvitre:
A-
Como acontece com a maioria dos jogos de
super-heróis, mesmo quando se escolhe a dificuldade mínima, não demora muito
para que algum “boss” estrague a descompromissada, lúdica e diletante distribuição
de sopapos. O que torna a fase uma repetitiva (leia-se entediante) sucessão de
tentativas.
B-
Aqui a razão é oposta, mas de comum efeito: as
corridas não são impeditivas aos jogadores ocasionais (meu perfil), porém são pouco
estimulantes, permeadas por cenários pouco inspiradores e “rachas” tão
divertidos quanto uma disputa de patinete. Cadê o nitro da bagaça? Essa potroca
não anoitece, não chove, não tem neblina, drifting, etc.?
C-
Bah, que propaganda fajuta. O troço foi destacado
com mais de 20 premiações da E3, tem seu estilo nos moldes de Borderlands etc.
e tal, os gráficos sãos bons e os mapas (cenários) medianos. Maaaas... Puts,
esqueceram das armas?! Velhinho, jogar um FPS com aquelas tralhas não rola,
cidadão! Sem se falar do sistema burro-crático de ser compelido a dirigir
longos trajetos, cada vez que surge uma missão (ao estilo hediondo de Far
Cry2).
Em suma, sou partidário de que se
elabore um setor especializado em “acabamentos e detalhes”, antes, durante e
depois da programação dos jogos. Ou
volto ao Play2 e SuperNintendo (a velha-guarda que ainda manda bem.)