Na boa, cambada, se formos analisar com alguma neutralidade, provavelmente, Atari e Playstation 2 serão apontados como os mais relevantes entre as gerações de consoles.
Sabemos que ambos são dinossauros, se comparados com a evolução de recursos gráficos na indústria dos videogames. Contudo, se formos pensar em custo-benefício, bom... Basta nos certificarmos com os neandertais que jogaram nas épocas respectivas de suas vigências. Os jogos eram baratos, inovadores e empolgantes, com um acervo muito prolífero (diversos lançamentos mensais). Não por acaso, tornaram-se CLÁSSICOS.
Em contrapartida, a maioria dos jogos das plataformas atuais corre o risco de ser tragada, pela esteira do lucro imediato (de um mercado mundial pré-aquecido). Ou seja, o caboclo programador de uma produtora até pode ter uma boa ideia, contudo esbarra na lógica comercial da demanda automática: "por que demorarmos na produção de um jogo, para caprichar no acabamento e na jogabilidade - e com isso investir mais no custo e demorar mais para o retorno da aplicação – se posso vender do jeito que está, pois a demanda mundial é diária e voraz?". Tchê bagual, imagine-se na pele de um empresário, ou de alguém que resolveu fazer uma parceria no investimento de um jogo eletrônico... Você não seria tentado a expor logo o seu produto, para receber o quanto antes (após meses só injetando grana sem ver retorno nenhum)? Pois é, morcegão, meio simplista e chula mas é a dialética do din-din.
Nesse sentido, podemos citar alguns títulos que são evidentes em sua "precipitação calculada": Turok, Resident Evil 5, Call of Duty Black Ops (single player), Medalha de Honra, Need for Speed, Crysis 2, Homefront, etc. Sem falar naqueles que fazem parte de uma série já consagrada (pré-marketing), ou que são lançados a partir de um filme (vindos no vácuo do sucesso alheio).
Concordam?
Em tempo: 1- Não sou contra tecnologia, mas desfavorável a invencionices. "Kinect" e "Nintendo Wii", na minha particular ignorância, são coisas para nerd sedentário, pirralhada e nossos queridos avós. (Quando eu quero suar, procuro fazer esportes. Videogame é mão no controle, compadre!)
2- Os consoles são lançados rápido demais, com capacidade processual extratosférica, porém a qualidade dos jogos nem tanto... Parece-me que os saltos promocionais, de uma geração de videogames para outra, deixou de ser tão visível e marcante. Falta a programação ("engines") acompanhar o desempenho dos hardwares.
2- Os consoles são lançados rápido demais, com capacidade processual extratosférica, porém a qualidade dos jogos nem tanto... Parece-me que os saltos promocionais, de uma geração de videogames para outra, deixou de ser tão visível e marcante. Falta a programação ("engines") acompanhar o desempenho dos hardwares.
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