Piores do Mercosul:


Estas instalações ordinárias constituem a página eletrônica mais ignorada da Região Gaudéria! Em uma velha estação ferroviária (há muito abandonada, entre Santo Ângelo e Ijuí), encontramos (in)certos tibúrcios, aptos a formar um panfleto voltado para opiniões sobre videogames, quadrinhos, filmes, bugigangas modernosas -gadgets- e derivados. Aprochega, vivente, puxa um cepo e vamos desenrolar a charla!


(ESTE BLOG FOI CRIADO EM 13 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO ROCK. Em sua origem, tem por editores irresponsáveis Xexéu Pilantra e Renato Patife .)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pluft-Plaft-Zum-Pow-Boom-Bullshit, man!

Via de regra (na ótica do despirocado que vos escreve), séries em gibi pautadas pela aglomeração de personagens costumam apresentar pouca ação, muita conspiração e enredo fraco. Ou seja, um épico banzé intergalático com dimensões apocalípticas e chateação garantida. Como exceção, figura a clássica “SECRET WARS”, em que alguns heróis e vilões são lançados em um planeta distante para... Acertar suas diferenças...
            Recentemente, Patife entregou a “GUERRA CIVIL” aos meus descuidados. Por lacônica sinopse, sua trama orbita em uma questão xexeliana: quando a lei deve prevalecer sobre a moral e o senso comum de justiça?
            Uma tragédia, envolvendo “mascarados”, deflagrou a exigência governamental de que heróis com superpoderes não mais pudessem atuar no anonimato. Para muitos, isso significaria dar adeus à segurança de uma vida civil (mormente em referência à sua parentela).
            Com efeito, uma frágil e tensa dicotomia – entre apologistas e rebeldes – propicia uma história apreensiva, de incomum plausibilidade.
            Aos neófitos do Direito, cabe o exercício reflexivo sobre a legitimidade e a eficácia de uma lei gerada por um clamor popular parcial e pouco arrazoado (quase puramente emocional – com notas destacadas de medo, inveja e preconceito) ao encontro de interesses políticos sinistros.
            O detalhe apreciável fica por conta do discurso inteligente e técnico, mas pouco sensível, do Homem Elástico para com a Mulher Invisível (que por triste ironia, acaba se vendo como uma esposa invisível).
            No mais, inexiste um bom quebra-quebra, esqueceram da adrenalina de uns sopapos bem aplicados e a arte empregada não é memorável (a exemplo de ícones como “Batman e Juiz Dredd” e “O Cavaleiro das Trevas”). Ainda assim, vale o biscoitinho com leite gelado.
            Dica de leitura paralela: “O Caso dos Exploradores de Cavernas”, de Leon L. Fuller.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PARABÉNS, CAVALO!

Eita nóis, reliiiiiincha, equino!  Parabéns, xexelento, pela premiação especial dos jurados do 1º Festival de Curtas-Metragens de Santo Ângelo !  Moléstia aparte, Xexéu foi destaque, ao ser laureado com a estatueta de PIOR CURTA, Categoria "Pior do Mercossul", pelo seu vídeo "Homo politikus". Parabéns, animal ! :-)
Para conferir a desgraça, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=_QLBpDUEZUk

domingo, 4 de setembro de 2011

A Linguagem Universal do Amor Celeste

Não defendo igrejas, mas a FÉ EM CRISTO, esteja onde ela estiver, quando alicerçada na Palavra do Senhor!  Todos somos imperfeitos. Mas Deus é fiel para completar a boa obra que iniciou em nossas vidas. A Bíblia não mente. E apesar das aparentes divergências de sua compreensão, sem dúvida, Deus opera através dos seus muitos santos, espalhados nos mais diferentes lugares -e situações- da Terra. Aceitas um exemplo?  Veja:

http://youtu.be/NMbyuow0toI

"A maior cordialidade que recebi, nesta semana, foram as duras palavras de um desconhecido.
Dois golpes sinceramente ásperos e certeiros, que humilharam meu ego e provocaram o breve frescor de alguma lucidez."       Cleberton O. Garmatz

sábado, 3 de setembro de 2011

Pata Quebrada, Flecha no Peito

            Amiguinhos, deixem o tio cuspir o seguinte: não é porque uma coisa não é real, que ela precisa descambar para o infantil.  
            Gibi, filmes de super-heróis e videogames podem existir, sim, também para os adultos. Pelo menos, poderia haver um segmento da indústria do entretenimento voltado, especificamente, para uma faixa etária mais exigente ou experimentada (não falo aqui sobre os pornôs, ô mente suja).
            Afinal, eis o paradoxo do meu faz-de-conta-de-gente-crescida: se por um lado sou contra a violência, bem como o estímulo da agressividade pela mídia, por outro, reconheço que algumas pessoas - entre os quais, o palerma que vos escreve - necessitam de uma válvula de escape para sua fúria contida, para as neurotoxinas represadas ao longo da semana. Enfim, toda raiva, frustração e estresse podem ser atenuados pela sublimação de uma fantasia “momentaneamente levada a sério.”
            A título de ilustração, fosse eu dirigir um filme, primaria por tomadas de diversas paisagens, contrastadas por outras em que a sedução contida e a violência expositiva de entranhas tornariam essa produção autoral uma obra perturbadora e, particularmente, fascinante...
            Entenderam “a revorta do marmanjo” ? (Hummm... Esquece, deixa pra lá...)

Irritantes filmes “teen” de super-heróis!

            Buenas, indiada, recentemente fomos invadidos por uma série de filmes protagonizados por personagens de gibis. Fica meio difícil emitir uma opinião, acerca dos melhores e dos piores filmes de super-heróis, afinal, nessa hora pode ocorrer alguma quebra de imparcialidade. Contudo, deste lado da trincheira, tentarei ser franco – talvez o único valor final dessa breve ponderação.  :/
            Tchê-loko, de cara, o que me deixa pau da vida é a desgraçada “necessidade” comercial de abrangência do público-alvo. Seguindo compulsoriamente esse princípio mercadológico, o empresariado mainstream intervém na produção das películas, amiúde para formatá-la ao que eu chamo de “cinemão pipoca” (conceito que sugere aquela cena em que a família, desde os avós à pirralhada, encontra-se no cinema para uma agradável sessão de aventuras fantasiosas, politicamente corretas, ludicamente inofensivas e tolas).
            De outra banda, a coisa toda se agrava com a vigilância dos direitos autorais: marcas pesadas como Marvel e D.C. Comics zelam para que o roteiro não escandalize o “mundo pop”, que acaba sendo superficial e rapidamente descartável de nossas memórias. Exemplos: a COMÉDIA Batman, de Tim Burton (e suas duas seqüências), Hulk (onde a parca violência beira as pantomimas do telecatch americano), Demolidor (sonolento teatro estrelado por um magrinho “baby face” de Hollywood), Super-Homem (lasqueira de romancezinho mela-cueca), Thor (dude, cadê a pancadaria? Por que economizaram tanto nos cenários siderais?).
            Vez ou outra, ocorre alguma mediana exceção. Surpresas como Homem de Ferro e Capitão América (e olha que nunca gostei desses gibis, principalmente do soldadinho-propagandista-do-tio-sam).  E no meio de campo empacam produções como Homem-Aranha e Batman (na estampa de Christian Bale), pois fica aquela sensação de “puxa, poderia ter mais porrada, mais vísceras e catchup e menos blá-blá-blá... Como se os personagens precisassem ser apresentados aos alienígenas que desconhecem suas histórias.
            Para nota de rodapé, cito ainda produções baratas, meio underground ou independentes, mas com alguma ousadia e autenticidade: O Justiceiro (trilogia), O Corvo (em cujas gravações morreu Brandon Lee), Constantine, Kick-Ass, Scott Pilgrim.
            Finalmente, para encerrar meu chororô, revelo meu projeto utópico: babaria em delírios se um dia - ok, sabemos que ele nunca chegará - transformassem em filme, integralmente, a saga “Batman Cavaleiro das Trevas” (ultracult, megaclássico de Frank Miller). Na pele do Bruce Wayne velhão, quem melhor que CLINT EASTWOOD ?! (Todavia, com a silhueta digitalizada, de forma a aparentar um gorila enorme, armário falante em tom gutural, encrementado pela carranca do astro casca grossa).  Bah, só de imaginar o bagual já relincha de faceiro!