Buenas, indiada, recentemente fomos invadidos por uma série de filmes protagonizados por personagens de gibis. Fica meio difícil emitir uma opinião, acerca dos melhores e dos piores filmes de super-heróis, afinal, nessa hora pode ocorrer alguma quebra de imparcialidade. Contudo, deste lado da trincheira, tentarei ser franco – talvez o único valor final dessa breve ponderação. :/
Tchê-loko, de cara, o que me deixa pau da vida é a desgraçada “necessidade” comercial de abrangência do público-alvo. Seguindo compulsoriamente esse princípio mercadológico, o empresariado mainstream intervém na produção das películas, amiúde para formatá-la ao que eu chamo de “cinemão pipoca” (conceito que sugere aquela cena em que a família, desde os avós à pirralhada, encontra-se no cinema para uma agradável sessão de aventuras fantasiosas, politicamente corretas, ludicamente inofensivas e tolas).
De outra banda, a coisa toda se agrava com a vigilância dos direitos autorais: marcas pesadas como Marvel e D.C. Comics zelam para que o roteiro não escandalize o “mundo pop”, que acaba sendo superficial e rapidamente descartável de nossas memórias. Exemplos: a COMÉDIA Batman, de Tim Burton (e suas duas seqüências), Hulk (onde a parca violência beira as pantomimas do telecatch americano), Demolidor (sonolento teatro estrelado por um magrinho “baby face” de Hollywood), Super-Homem (lasqueira de romancezinho mela-cueca), Thor (dude, cadê a pancadaria? Por que economizaram tanto nos cenários siderais?).
Vez ou outra, ocorre alguma mediana exceção. Surpresas como Homem de Ferro e Capitão América (e olha que nunca gostei desses gibis, principalmente do soldadinho-propagandista-do-tio-sam). E no meio de campo empacam produções como Homem-Aranha e Batman (na estampa de Christian Bale), pois fica aquela sensação de “puxa, poderia ter mais porrada, mais vísceras e catchup e menos blá-blá-blá... Como se os personagens precisassem ser apresentados aos alienígenas que desconhecem suas histórias. Para nota de rodapé, cito ainda produções baratas, meio underground ou independentes, mas com alguma ousadia e autenticidade: O Justiceiro (trilogia), O Corvo (em cujas gravações morreu Brandon Lee), Constantine, Kick-Ass, Scott Pilgrim.
Finalmente, para encerrar meu chororô, revelo meu projeto utópico: babaria em delírios se um dia - ok, sabemos que ele nunca chegará - transformassem em filme, integralmente, a saga “Batman Cavaleiro das Trevas” (ultracult, megaclássico de Frank Miller). Na pele do Bruce Wayne velhão, quem melhor que CLINT EASTWOOD ?! (Todavia, com a silhueta digitalizada, de forma a aparentar um gorila enorme, armário falante em tom gutural, encrementado pela carranca do astro casca grossa). Bah, só de imaginar o bagual já relincha de faceiro!
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