Piores do Mercosul:


Estas instalações ordinárias constituem a página eletrônica mais ignorada da Região Gaudéria! Em uma velha estação ferroviária (há muito abandonada, entre Santo Ângelo e Ijuí), encontramos (in)certos tibúrcios, aptos a formar um panfleto voltado para opiniões sobre videogames, quadrinhos, filmes, bugigangas modernosas -gadgets- e derivados. Aprochega, vivente, puxa um cepo e vamos desenrolar a charla!


(ESTE BLOG FOI CRIADO EM 13 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO ROCK. Em sua origem, tem por editores irresponsáveis Xexéu Pilantra e Renato Patife .)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Três sugestões de DVD, bugrada:

DRIVE é um daqueles raros filmes americanos que flertam com o cinema europeu (com a vantagem de não pretender ser lá um "cult xarope", tipo PARIS, TEXAS, TAXI DRIVER ou ainda MIDNIGHT COWBOY).  Enfim, entretenimento sem cair na vala - aliás, abismo - comum das produções descartáveis do circuito hollywoodiano.  Sob risco do exagero, considero-o um pequeno épico do underground. Nota de rodapé pra patota desencanada: para um caboclo cascagrossa e safo, o protagonista até que foi bem ingênuo no desfecho... Em todo caso, os primeiros 10 minutos pagam a locação.  De quebra,  a trilha sonora não atrapalha. Indicação udigrudi da semana, molecada!

E falando em cinema europeu, não perca INTOCÁVEIS.  Bem conduzido em sua sensibilidade moderada com toques de positividade, apesar das tretas da vida (quando tudo poderia descambar em um dramalhão do caramba, tipo PRECIOSA ou MEU PÉ ESQUERDO, a história não demonstra grandes sobressaltos e pega um rumo melhor do que a expectativa). Ponto alto para o carisma e a autenticidade cativantes do negão - opa, foi mal senhores politicamente corretos, digo afrodescendente - em sintonia com a presença de espírito do paralítico - damned, hoje não é o meu dia, digo, cadeirante ou portador de necessidades especiais.  Sem chororô nem grandes sacadas existenciais, a produção manda bem em sua simplicidade, ao mencionar temas relevantes como amizade e superação. Vai na boa.

Para fechar com um stomachal punch, o caboclo vai viajar na chimia com este título, também baseado em fatos reais: O DUBLÊ DO DIABO parece ser uma daquelas excentricidades do mundo canino, quase clichê gonzo em sua crueldade (ridiculamente banal e, para pânico das almas pensantes, verídico). Com cenário no Oriente, talvez registre uma sociopatia não adstrita a tempo e cultura. Longe de ser obra datada, esse trem doido nos devolve a sensação desconcertante do whatahell, dos primeiros minutos ao final (montanha-russa ducarai !). Para os saudosos do SCARFACE...

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