Acabo de sair da sala de cinema, com aquela sensação de ter visto um bom filme. Nas quase 3 horas de "Batman Ressurge", provável arremate da franquia protagonizada por Christian Bale, percebe-se a tensão derivada de um enredo bem escrito, com direito a certa angústia, grandiloquência e, pasmem, alguma maturidade (para um filme de super-herói, isso é quase uma revolução). Aos mais achegados dos ingredientes da cozinha, ainda colabora para a qualidade da obra o festival de referências ao cult "Cavaleiro das Trevas", de Frank Miller.
Enfim, é entretenimento sem muito besteirol. Causo sério, papo reto e sinistro, presepada sem a comédia Sessão da Tarde de Homem-Aranha, Homem de Ferro e outras pelúcias. E, como quase sempre, poderia ter sido melhor se ousasse nas -poucas- cenas de bofetada. Nota 8 na escala xexeliana!
Em tempo: Possível fosse, cederia um pouco da dramaticidade por algumas doses extras de pancadaria hardcore (afinal, não se trata de cinema europeu, mas de um pasteurizado MacHolywood).
E mais: Ainda sou da opinião de que, para conferir maior credibilidade - verossimelhança - a esse faz de conta para adultos, poderia ser dispensada a personagem da Mulher-Gato. (Se bem que aquela pitoca de extrair amigdalas quase comprou o passe, vá lá...)
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